13 de jan de 2011

Gestão de demandas

O Governo Federal pode ser considerado como uma grande empresa. Assim como uma empresa privada necessita de controles, gestão, gerência e diretorias, o Governo não é diferente. Dessa forma, quando estamos trabalhando com processos, o Governo pode ser uma boa fonte de consulta. Devido ao seu tamanho e sua complexidade, o Governo pode já ter implementado e estudado um processo que você pode estar procurando conhecer melhor.

Pesquisando o site o do Ministério do Planejamento (www.planejamento.gov.br) você pode encontrar não somente informações sobre o Ministério e suas ações, mas como também, se beneficiar das informações relacionadas a planejamento, gestão estratégica e até softwares gratuitos desenvolvidos para atender as necessidades do mais variadas setores do Governo (www.softwarepublico.gov.br).

Pesquisando a parte de softwares, dois projetos me chamaram a atenção. O primeiro é o SGD – Sistema de Gestão de Demandas (http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=51261), e o segundo é o OASIS – Sistema de Gestão de Projetos, Demandas, e Serviços de Tecnologia da Informação (http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=8566986).

O SGD foi desenvolvido especialmente para atender as necessidades da TI, onde segundo o site do projeto explica que a função principal do sistema é transformar as demandas internas em projetos que são controlados pelo escritório de projetos, melhorando consequentemente a qualidade do atendimento do serviço publico.

O software é destinado não somente para os órgãos públicos, mas inclusive para empresas que desejam controlar suas demandas. Não vou explicar aqui o funcionamento do software, mas sim, o seu embasamento ideológico.

O sistema é baseado em dois conceitos muito atuais: Processos internos transformados pela tecnologia e o Processo de Gestão do Conhecimento. É notório que em vários setores, tanto privados quanto públicos, os processos foram transformados ou remodelados pela tecnologia. O que era manual, lento e sujeito a falhas humanas, foi adaptado para um processo, eletrônico, ágil e com menor incidência de falhas. É evidente também que o conhecimento passou a ser peça fundamental em qualquer trabalho ou ação a ser realizada. Gerenciar esse conhecimento, de modo que ele possa ser propagado, compartilhado, distribuído e aprimorado é essencial para a continuidade de qualquer negócio, trabalho ou projeto.

A gestão de demanda tem a função de coordenar, controlar todos os fatores de demanda, de forma que o sistema produtivo possa ser eficientemente utilizado e as datas de entregas dos produtos possam ser pontualmente atendidas.



Conforme a figura acima as demandas podem variar de tipo através de 4 fatores:
  1. Tamanho (pequena, média ou grande)
  2. Complexidade (baixa, média ou alta)
  3. Classificação (corretiva, melhoria ou novidade)
  4. Prioridade (baixa, média ou alta)
A combinação desses valores resulta em 81 possibilidades de combinações.

A análise de demandas oferece vários benefícios.
  1. Curto prazo
Auxilia no dimensionamento de recursos necessários a produção: equipamentos, mão de obra e matéria prima.

  1. Longo Prazo
Serve de base para decisões estratégicas, tais como: criação de novos produtos, ampliação da instalação.



A análise de demandas são divididas em 9 macro processos:

  • Prever a demanda
  • Comunicar com o mercado
  • Influenciar a demanda
  • Prometer prazo de entrega
  • Priorizar e alocar as demandas
  • Registrar os pedidos de clientes
  • Planejar nível de serviços de clientes
  • Planejar entregas
  • Controlar os indicadores de desempenho do processo

Assim podemos concluir que um sistema de gestão de demandas busca basicamente otimizar o atendimentos das solicitações de forma eficiente e transparente e controlar o fluxo das atividades desenvolvidas pelo executor.

No próximo post irei discutir mais sobre a gestão de demandas. Até mais!

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